NOTA DO Sind-UFLA CONTRA O RETORNO ÀS ATIVIDADES PRESENCIAIS

O Sind-UFLA manifesta-se contra o retorno imediato às atividades presenciais da Universidade Federal de Lavras. Tal posicionamento deriva da ideia de que a preservação da vida deve constituir matéria intransigente e inegociável, cabendo às autoridades públicas ações no sentido de reduzir o risco de doenças e outros agravos.

Desde março de 2020, há 19 meses, o serviço público brasileiro vem se mostrando essencial para superação dos desafios impostos pelo pandemia de Covid-19 ao povo brasileiro e trabalhando diuturnamente para mitigar os efeitos dessa grave crise de saúde pública na vida de cada cidadão e cidadã. Seja no desenvolvimento de vacinas, na realização e análise de testes diagnósticos ou na assistência hospitalar, servidores públicos colocam-se à disposição da sociedade para atuar em prol da saúde coletiva.

Portanto, é enganosa a ideia de que os servidores desta Universidade não estejam trabalhando, além de enganosa é facilmente contestável pelo simples exame do comportamento dos indicadores e metas de produtividade alcançados pela UFLA nesses 19 meses de pandemia. Nós, servidores e servidoras da Universidade Federal de Lavras, nos adaptamos à realidade imposta pela pandemia e desenvolvemos nossas atividades sem interrupção, sempre em atenção às recomendações sanitárias.

No dia 23 de agosto, a direção do Sind-UFLA e representantes da Comissão de Mobilização reuniram-se com a Direção Executiva da UFLA para buscarem a ampliação do diálogo acerca do retorno às atividades presenciais. Infelizmente a reunião não obteve êxito, e a portaria impondo a medida foi publicada naquele mesmo dia. Ainda assim o Sind-UFLA buscou avançar no diálogo, também sem qualquer êxito, imperou a decisão unilateral do Reitor de reabrir o Campus Universitário para circulação diária de centenas de funcionários terceirizados, mais de 1500 servidores e aproximadamente 4000 estudantes de várias regiões do país, o que, neste momento, é alarmante.

O avanço da variante Delta e a detecção, por pesquisadores da própria Universidade, de material genético do Sars-Cov-2, o novo coronavírus, em amostras de esgoto bruto e esgoto tratado da UFLA demonstra que o vírus circula no interior do Campus Universitário, o que combinado com a presença de mais de 7 mil pessoas, entre servidores e estudantes não imunizados pode desencadear uma verdadeira tragédia.

Diante disso e da recusa intransigente e inexplicável da Reitoria em dialogar com a comunidade universitária, o Sindicato dos Técnicos Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino de Lavras, legítimo representante da categoria, a partir de nossas decisões coletivas tomadas em Assembleia Geral sobre o possível retorno às atividades presenciais, e em solidariedade às demais entidades de classe, ADUFLA, APG e DCE, reitera seu posicionamento contrário a volta de 4000 estudantes, sem imunização, para a cidade de Lavras e a retomada das atividades presenciais dos técnicos e docentes no Campus Universitário, sem que estejam imunizados neste momento de grandes incertezas epidemiológicas.

A vida deve sempre estar acima dos interesses de grupos que insistem em se apoderar da Universidade Federal de Lavras.

Lavras, 01 de setembro de 2021.

Direção do Sind-UFLA e Comissão de Mobilização

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Disponível em <https://sindufla.org.br/2022/01/11/o-futuro-sem-servidores-as-publicos-as/> Acesso: 16/01/2022 às 09:51