Sind-UFLA realiza debate sobre a crise nas universidades públicas do país no dia de Paralisação Nacional

 

Na última quarta-feira, dia 02 de agosto, foi realizado no Centro de Convivência da UFLA o debate “O agravamento da crise nas universidades públicas”, organizado pelo Sind-UFLA. O evento, que também integrou o “Dia Nacional de Luta em defesa das instituições de ensino públicas” convocado pela Fasubra, contou com a presença dos prelecionistas Rogério Marzola (coordenador da Fasubra) e Gustavo Costa (diretor da ADUFLA), além de representantes discentes da UFLA.

Em um contexto alarmante de cortes orçamentários na educação pública, o debate, que teve a condução do Assessor de Eventos do Sind-UFLA, Euzébio Luiz Pinto,  teve como objetivo trazer a público a realidade crítica vivenciada pelas universidades públicas brasileiras nos últimos meses, agravada pela aprovação da Emenda Constitucional (EC) nº 95 que limita os gastos públicos para os próximos 20 anos. Neste ano, o repasse de verba para as universidades foi reduzido drasticamente, vindo a comprometer o funcionamento das IFES. Algumas instituições já estão adotando medidas como demissão de terceirizados, paralisação de obras, cancelamento de bolsas e redução de consumo de água e energia. No entanto, mesmo com a economia de recursos, há a possibilidade de suspender seu funcionamento a partir de setembro caso acabe as verbas.

FASUBRA

Na ocasião, Marzola apresentou dados referentes à queda de investimentos nas IFES que vem sendo acumulada desde anos anteriores, tendo seus recursos subtraídos. Na UnB, por exemplo, os cortes chegam a 45%. Com a crise, muitas universidades têm buscado captar recursos próprios, como é o caso da UFJF que passou de R$ 11 milhões para R$ 95 milhões, nos anos compreendidos entre 2008 a 2017. No entanto, Marzola alerta para o fato de que o aumento de recursos advindos de receitas próprias, ao invés de servir como verba suplementar, na verdade reduz o compromisso do governo federal, cuja tendência é desembolsar verbas cada vez menores. A perspectiva é de que, no futuro, a educação seja totalmente privada ou no mínimo 100% não financiado pelo Estado.

Outro ponto destacado por Rogério Marzola foi os constantes ataques por parte do governo aos servidores públicos, provocando condições de trabalho cada vez mais precarizadas, terceirização das atividades-fim, cortes nos benefícios e a reforma da previdência. Para ele, os problemas enfrentados e aqueles que ainda estão por vir devem ser encarados com preocupação por todos.  É de responsabilidade de toda a comunidade resistir aos ataques e lutar por uma universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.

ADUFLA

Gustavo Costa iniciou sua fala afirmando que a conjuntura atual aponta para momentos difíceis. As contrarreformas da previdência e trabalhista, a “PEC do teto dos gastos públicos”, a reforma do ensino médio, a “escola sem partido” são só alguns exemplos da ofensiva do projeto de governo neoliberal, privatizante, em detrimento do Estado de bem-estar social. Para ele, o desmonte da educação pública traz em seu bojo a mercantilização da educação, fortalecendo grandes grupos da oligopolização do setor educacional. Costa abordou também a transferência de verba pública para as universidades e faculdades privadas por meio de programas do governo como o Fies e o Prouni, os quais não estão sendo afetados pelo contingenciamento, diferentemente do que vem ocorrendo com o ensino superior público.

Como saída, Gustavo Costa enfatiza a busca pela unidade com outros setores da sociedade como meio de resistência. “É preciso ampliar essa unidade com todos os segmentos da sociedade para fazer frente a essa série de ataques que estamos sofrendo”, finaliza.

Representantes discentes – DCE E APG

Os estudantes convidados para compor a mesa fizeram uma breve fala mencionando os efeitos dos cortes orçamentários que a UFLA já vem sentindo como a redução de bolsas para estudantes e assistência estudantil, afetando principalmente aqueles em situação de vulnerabilidade, o que compromete a permanência dos mesmos na instituição caso a situação não se reverta. De acordo com os estudantes, os centros acadêmicos também vêm sofrendo com a falta de recursos. Outro fator que vem preocupando os estudantes é o corte no financiamento de pesquisas acadêmicas, inviabilizando a produção do conhecimento dentro das instituições de todo o país.

Sind-UFLA

O diretor-presidente do Sind-UFLA, Júlio Teixeira Júnior, aproveitou sua fala para relembrar a Pauta Interna dos servidores TAE’s que, mesmo com a assinatura, o acordo não tem sido cumprido por parte da reitoria da UFLA. Enfatizou também a importância de alguns termos desse acordo que trariam benefícios a toda comunidade acadêmica, como o atendimento em turnos contínuos em todos os setores da universidade e a democratização e transparência dos órgãos superiores.

Em relação à crise vivenciada nas universidades, Júlio Teixeira fez um breve relato de como o contingenciamento vem afetando a universidade, como por exemplo, a falta de materiais básicos de trabalho e o rodízio de funcionários terceirizados para a realização de serviços gerais em vários setores e departamentos.

Cobertura do Evento

O Sind-UFLA fez a gravação integral do evento e tão logo os trabalhos estiverem prontos iremos disponibilizar integralmente.

 

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Disponível em <https://sindufla.org.br/2021/10/18/curso-treina-mulheres-a-ingressar-na-politica/> Acesso: 21/10/2021 às 14:05